Hoje, 25 de junho, completam-se 89 anos do falecimento de Martins Fontes que ocorreu neste hospital. De alguma maneira, estamos transformando um marco triste em momento de memória e gratidão, mas principalmente de celebração da vida deste notável médico e poeta santista
O Café Poético com Martins Fontes, tradicional evento realizado no Hospital Beneficência Portuguesa, cujo objetivo é celebrar e perpetuar a memória do médico e poeta santista José Martins Fontes, mais uma vez mostrou que na cultura, especialmente na poesia, o improvável não existe.
Na edição deste ano, realizada no último dia 25, um encontro entre os poetas, amigos e sócios Martins Fontes e Olavo Bilac realizado no início do século XX em Santos, para tratar da criação de uma sucursal da Agência Americana (AA) fundada anos antes em Paris, por eles e pelo jornalista Alfredo de Ambris.
Para a celebração ao poeta Martins Fontes, um dos dez maiores poetas da Língua Portuguesa e um dos médicos mais reverenciados que entre outros hospitais trabalhou na Beneficência Portuguesa que citava como sua segunda casa, um cenário, um roteiro e o envolvimento da plateia em uma Assembleia Geral Extraordinária no fictício Clube Recreativo do hospital, para aprovação da sucursal da AA e à participação do 1º Concurso de Poesias de Martins Fontes. Interpretando os dois poetas, os atores Vanderlei Abrelli e Rafael Palmieri, respectivamente, Martins Fontes e Olavo Bilac.
Homenagens – Na primeira parte do evento, o escritor e crítico literário Flávio Viegas Amoreira, diretor da Casa das Culturas de Santos homenageou Martins Fontes com o poema Romance e em seguida recebeu homenagem da diretoria do hospital por sua participação desde a primeira edição do Café Poético. A diretoria homenageou ainda, o escritor, professor e presidente da Contemporânea Projetos Culturais Maurilio Tadeu de Campos com a entronização de um quadro com seu poema “Olhai os cravos de abril” que se refere a Martins Fontes e a Revolução dos Cravos (1974 em Portugal). Ambos os homenageados são membros das Academias Santista e Vicentina de Letras. Nas homenagens aos poetas, a performance da bailarina Anne Sophia e o Jogral
Assembleia - “Assembleia” conduzida por Ademir Pestana, presidente do hospital e do Clube, possibilitou aos presentes, conhecer um pouco do lado visionário de Martins Fontes e Bilac que criaram a AA em Paris para combater a má fama do Brasil na Europa (visto então como um país de pestes e atraso). A agência funcionava com serviço telegráfico que informava exportadores brasileiros sobre as oscilações das bolsas de Paris, Londres e Nova York. Em Paris, o trabalho consistia em "fazer o nome" do café brasileiro e abrir mercados para outros itens da pauta de exportação. Com ambientação e várias referências à capital francesa, Paris, por parte de Bilac apaixonado por essa cidade onde residiu por cerca de um ano entre 1890 e 1891. Encantado com a cidade, ele após retornar ao Brasil, passou a visitá-la regularmente. A cidade era a referência cultural no mundo e era comum na sociedade brasileira, o uso de frases ou até conversas no idioma francês. (Continua - Parte II)




























