Beneficência Portuguesa reafirma sua lusitanidade

19 de Junho de 2026

Beneficência Portuguesa reafirma sua lusitanidade

A Sociedade Portuguesa de Beneficência ao celebrar os 52 anos da Revolução dos Cravos, reafirmou sua lusitanidade homenageando as entidades de origem portuguesa que mantém as tradições lusas na região.

A solenidade comemorativa à Revolução dos Cravos ocorrida em 25 de abril de 1974, ressaltou o evento como de fato o é, como marco inicial para o retorno do estado democrático em Portugal, país de origem dos fundadores da Beneficência Portuguesa, mantenedora dos hospitais Santo António e Santa Clara.

Realizada na noite da última sexta-feira (24), no Salão Nobre da Instituição, literalmente lotado, comemoração contou com a saudação dos escritores e poetas Flávio Viegas Amoreira e Maurílio Tadeu de Campos, participação do presidente da Associação dos Profissionais Geógrafos no Estado de São Paulo, professor Luiz Paulo Neves Nunes e da professora Márcia Gouveia, e apresentação do Coral do Centro Cultural Português sob a regência do Maestro Mario Tirolli, do Rancho Folclórico Verde Gaio e do Grupo Folclórico Cruz de Malta.

Neste ano, a direção da Beneficência Portuguesa, sob a presidência de Ademir Pestana homenageou instituições portuguesas que mantém vivas as tradições lusitanas na cidade e região: Associação Luso Brasileira de Cubatão, Associação Atlética Portuguesa, Casa da Madeira, Casa de Portugal de Praia Grande, Centro Cultural Português, Clube de Regatas Vasco da Gama, Coral do Centro Cultural Português, Elos Clube de Santos, Elos Clube de São Vicente, Escola Portuguesa, Escritório Consular de Portugal, Fundação Lusíada, Grupo Folclórico Cruz de Malta e os Ranchos Folclóricos Madeirense, Verde Gaio e Veteranos Apaixonados pelo Folclore.

A exaltação à lusitanidade coube ao presidente Ademir Pestana reforçando o objetivo da celebração: enaltecer as raízes portuguesas e ao mesmo tempo, reavivar na memória coletiva – especialmente das novas gerações – a importância da luta pela democracia e sua preservação. No evento também foi destacado o contexto histórico da Revolução dos Cravos, um dos mais importantes acontecimentos do Século XX, marcado pela união de civis e militares contra o regime autoritário implantado por António de Oliveira Salazar mantido por 41 anos e o impacto das guerras coloniais na África.

Encerrando a programação, os convidados participaram da degustação do “Patê em três tempos”, criação do chefe de cozinha do Hospital, José Nascimento em alusão aos sinais (senhas) significando as etapas da marcha à liberdade: preparação nos quarteis, avanço das tropas e a celebração.

A base de bacalhau a iguaria identificada pela intensidade dos sabores, foi a forma degustativa encontrada para homenagear um dos episódios mais marcantes da história contemporânea, a Revolução dos Cravos, onde uma flor (cravo vermelho) entregue de mão em mão ou colocada na extremidade da baioneta dos fuzis/espingardas simbolizou a troca de balas por flores, marcando uma revolução quase sem violência que derrubou a ditadura do Estado Novo em Portugal.

Confira fotos do evento:

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